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quarta-feira, 21 de março de 2012

Árvores

Parece-me que nunca ninguém há-de
Ver poema tão belo como a árvore.

Árvore que sua boca não desferra.
Do seio doce e liberal da terra.

Árvore, sempre de Deus a ver imagem
E erguendo em reza os braços de folhagem.

Árvore que pode usar, como capelo,
Ninhos de papo-ruivo no cabelo;

Em cujo peito a neve esteve assente;
Que vive com a chuva intimamente.

Os tontos, como eu, fazem poesia;
Uma árvore, só Deus é que a faria.

Joyce Kilmer

Poesia e Árvores


" Fruto da cultura é o livro e, como o fruto da árvore, também semente vem a ser."

Enrique Banchs

Dia Mundial da Poesia


domingo, 11 de março de 2012

Biblioteca em movimento


Atreve-te e desafia-te a ti próprio.
Informa-te na biblioteca ou junto do teu professor de
português sobre as atividades que decorrerão nos meses
de fevereiro e março:
- Concurso de Caligrafia, para alunos do 7º ano;
- Concurso de declamação de poesia;
- Olimpíadas da Leitura (produção de textos durante todo o mês de
fevereiro);
- Concurso Microconto.
Participa!
Votos de boas leitura

quinta-feira, 8 de março de 2012

8 de março - Dia Internacional da Mulher

Hoje, Dia Internacional da Mulher, destacamos algumas mulheres portuguesas das letras e dos livros.
Maria Agustina Bessa-Luís
Nascida em Vila Meã, Amarante, em 1922, é uma das mais fecundas romancistas portuguesas, destacando-se pela sua capacidade de análise psicológica em toda a complexidade de relações que se estabelecem entre as suas personagens, e pela linha caudalosa de evocações que dá à sua escrita uma densidade muito característica. O romance A Sibila representa um marco muito importante do seu original processo de criação literária, conjugando regionalismo e universalismo, mito e realidade. A sua vastíssima obra inclui, para além dos romances, biografias romanceadas, contos, crónicas de viagem e literatura infantil.


Florbela Espanca
Poetisa portuguesa, nasceu em Vila Viçosa em 1894 e morreu em Matosinhos em 1930. Os casamentos falhados, as desilusões amorosas e a morte do irmão marcaram profundamente a sua vida e obra. A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, da desilusão, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Livro de Mágoas, Charneca em Flor e Cartas de Florbela Espanca são algumas das suas obras.


Sophia de Mello Breyner Andersen
Desde o livro de estreia, Poesia (1944), Sofia de Mello Breyner Andersen anunciava as principais características da sua arte poética: um rigor clássico traduzido num enorme simplicidade de linguagem para dizer a aliança do ser com o mundo através de imagens nítidas como a terra, o sol e o mar. Estas qualidades estão presentes em toda a sua fulgurância nas obras seguintes: O Livro VI, Geografia, Dual, O Nome das Coisas, Navegações, Ilhas ... É, também, autora de textos em prosa, nomeadamente Contos Exemplares, Histórias da Terra e do Mar e os contos para crianças A Menina do Mar e O Cavaleiro da Dinamarca. Nascida no Porto, em 1919, de origem dinamarquesa pelo lado paterno e educada num meio aristocrático, viu a sua carreira consagrada com o Prémio Camões, em 1999. Faleceu em Julho de 2004.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Língua Portuguesa

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

em que da voz materna ouvi: "ó meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O génio sem ventura e o amor sem brilho!

Olavo Bilac (poeta brasileiro)

A Língua Portuguesa no mundo














Com cerca de 230 milhões de falantes, a língua portuguesa é a sexta língua mais falada no mundo. É a língua oficial de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Timor-Leste, S. Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau. É também uma das línguas oficiais de Macau (China) e da Guiné Equatorial (desde 2007). É ainda falada nos antigos territórios da Índia portuguesa (Goa, Damão, Diu, Simbor, Gogolá, Ilha de Angediva, Dadrá e Nagar-Anveli) e em pequenas comunidades que faziam parte do império português na Ásia.

Hoje é Dia Internacional da Língua Materna



Celebra-se hoje, 21 de fevereiro, o Dia Internacional da Língua Materna, proclamado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) em 17 de novembro de 1999.
Esta data é comemorada desde fevereiro de 2000 com o objetivo de promover a diversidade linguística e cultural e o plurilinguismo.
Esta comemoração impulsionou, assim, os esforços desta organização mundial para proteger as quase seis mil línguas existentes no mundo e, ao mesmo tempo, preservar a diversidade cultural.
O Conselho Geral, orgão supremo da UNESCO, reconheceu o papel que tem a língua materna, não só no desenvolvimento da criatividade, da capacidade de comunicação e na elaboração de conceitos, como também no facto de que as línguas maternas constituem o primeiro vetor da identidade cultural.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

14 de fevereiro- Dia de S.Valentim

A comemoração de 14 de fevereiro, dia de S.Valentim, como Dia dos Namorados, tem várias explicações possíveis, umas de tradição cristã, outras de tradição romana, pagã.
A Igreja Católica reconhece três santos com o nome Valentim, mas o santo dos namorados parece ter vivido no século III da nossa era, em Roma, tendo morrido como mártir em 269. Em 496, o papa Gelásio reservou o dia 14 de fevereiro ao culto de S.Valentim.
Uma das histórias retrata S.Valentim como um sacerdote cristão que viveu no tempo do imperador romano Cláudio II. Cláudio queria constituir um exército grande e forte; não conseguindo levar muitos romanos a alistarem-se, acreditou que tal sucedia porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias para partirem para a guerra. E a solução que encontrou foi proibir os casamentos! Valentim ter-se-à revoltado contra a ordem imperial, e ajudado por S. Mário, terá casado muitos pares em segredo. Quando foi descoberto, foi preso, torturado e decapitado a 14 de fevereiro.

A lenda tem ainda algumas variantes que acrescentam pormenores a esta história. Segundo uma delas, enquanto estava na prisão, Valentim era visitado pela filha do seu guarda, com quem tinha longas conversas e de quem se tornou amigo. No dia da sua morte, ter-lhe-à deixado um bilhete dizendo "Do teu Valentim".

Quanto à tradição pagã, pode fundir-se com a história do mártir cristão. Na Antiga Roma, fevereiro era o mês oficial do início da primavera e era considerado um tempo de purificação. O dia 14 de fevereiro era o dia dedicado à deusa Juno, deusa das mulheres e do casamento. No dia 15 de fevereiro iniciava-se um festival, os Lupercalia, que celebrava o amor e a juventude. Na véspera eram colocados em recipientes pedaços de papel com o nome das raparigas romanas. Cada rapaz retirava um nome e essa rapariga seria sua "namorada" durante o festival. Muitas vezes, estes casais apaixonavam-se e casavam. Com a cristianização progressiva dos costumes romanos, a festa da Primavera, comemorada a 15 de fevereiro, deu lugar às comemorações em honra do santo a 14 do mesmo mês.
Com os tempos, este dia ficou marcado como a data de troca de mensagens amorosas entre namorados, sobretudo em Inglaterra, França e, mais tarde, nos Estados Unidos. Neste último país, onde a tradição está mais institucionalizada, os cartões de S. Valentim já eram comercializados no início do século XIX. Actualmente, o dia 14 de fevereiro é comemorado em muitos países do mundo e é um pretexto para os casais trocarem presentes.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012